sábado, 30 de março de 2013

Acompanhe agora 0 eventos ao vivo AnteriorPróximo Pílula do dia seguinte pode causar sangramento? Tire 6 dúvidas


A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência Foto: Getty Images
A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência
Foto: Getty Images
Que uma relação sexual segura deve ser acompanhada de preservativo, todo mundo sabe. Mas, em alguns casos, incidentes acontecem e a camisinha pode estourar. Para isso, existe outro método contraceptivo de emergência, também conhecido como pílula do dia seguinte. Com a ajuda de Jennider Wider, especialista em saúde feminina da Cosmo Radio, a Cosmopolitan tirou as principais dúvidas sobre o medicamento. Confira a seguir:

Quando tomar? Há algumas situações em que você pode recorrer à pílula do dia seguinte, como rompimento do preservativo ou cálculo errado do período fértil. Independentemente do caso, o medicamento é eficaz até cinco dias após a relação sexual desprotegida para evitar a gravidez indesejada.

Como funciona? A pílula contém altas doses de hormônios (progesterona, na maioria das vezes) que param a ovulação. Ela dificulta o encontro do espermatozoide com o óvulo e, assim, previne a gravidez.

Qual a sensação de tomar o medicamento? Os efeitos da pílula variam de uma mulher para outra. Há quem apresente fortes efeitos colaterais e há que não sinta nada. Por isso, o ideal é esperar para fazer planos e marcar compromissos dias após tomar o medicamento.

Há efeitos colaterais? Sim. Depois de tomar a pílula, você pode apresentar alguns sintomas desagradáveis em 24 horas, como náuseas, vômitos, dor de cabeça, cansaço e sensibilidade mamária.

Ter sangramento é normal? Sim. É comum que algumas mulheres apresentem sangramento após tomar a pílula do dia seguinte. Se o sintoma durar por alguns dias ou o fluxo for muito intenso, o indicado é consultar um médico.

Sempre pode ser tomada após a relação? Não. A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência e não deve ser usada como controle de natalidade. Praticar sexo com preservativo é sempre a melhor opção já que, além de evitar a gravidez, também previne contra doenças sexualmente transmissíveis.

 




Pílula do dia seguinte

pílula do dia seguinte levonorgestrel 



Introdução

A pílula do dia seguinte, à base de levonorgestrel, é um medicamento que possibilita uma contracepção de emergência (contraceptivo pós-coito).

Este medicamento deve ser utilizado excepcionalmente e se possível sob a vigilância de médico. Três semanas após a ingestão da pílula, é importante consultar um médico para se assegurar que está tudo em ordem.

Quando posso utilizar a pílula do dia seguinte? Indicação da pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte é um medicamento que pode ser tomado caso nenhum método contraceptivo tenha sido utilizado durante a relação sexual, ou se o método habitual não foi corretamente administrado (esquecimento da pílula, ruptura do preservativo)
A pílula do dia seguinte (levonorgestrel) é portanto, utilizada em emergência para evitar uma gravidez indesejada. No entanto, ela não está livre de riscos e portanto não deve ser utilizada como recurso sempre que você esquecer de tomar a sua pilula "clássica". Esta pílula deve ser utilizada somente em caso de urgência, pois ela pode perturbar o ciclo.

Quando devo tomar tomar a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte deve ser tomada o quanto antes, em até 72 horas após a relação sexual. Se ela for tomada em até 24 horas após a relação sexual, a sua eficácia é de 95%,  se ela for tomada de 24 a 48 horas após a relação sexual, a sua eficácia é de 85% , e se ela for tomada de 48 a 72 horas (3 dias) após a relação sexual, a sua eficácia é de 58%.
Após 3 dias o seu uso não é aconselhado, pois a sua a eficácia é desconhecida (certamente ela é inferior a 50%). Para maiores informações procure um farmacêutico ou médico. 
Nós sabemos que, em média, depois de tomar a pílula do dia seguinte, a gravidez ocorre em apenas uma mulher em cerca de 60 [Fonte: Revue Prescrite].

Qual a posologia da pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte é tomada em uma única dose. No entanto, sempre consulte um farmacêutico para saber a posologia correta dos medicamentos.
Efeitos secundários da pílula do dia seguinte

Efeitos secundários da pílula do dia seguinte

Os efeitos secundários são principalmente as náuseas e os vômitos, mas é importante ressaltar que se houver vômito 3 horas após o uso da pilula do dia seguinte, será necessário tomar uma nova dose por medida de segurança.
Outros efeitos secundários também podem ser observados com freqüência após o uso da pílula do dia seguinte, como cefaléias, dores na parte inferior da barriga, sangramentos (menstruação), ou ainda sensações de pressão nos seios. Consulte um farmacêutico ou leia a bula para saber todos os efeitos possíveis da pilula do dia seguinte. 

O que acontece com a menstruação, em caso de uso da pilula do dia seguinte?

Não deve haver nenhuma mudança no seu ciclo, porrtanto se a sua menstruação atrasar mais de 5 dias, consulte um médico.

A pílula do dia seguinte pode ser utilizada a qualquer momento do ciclo?

Sim.

A pílula do dia seguinte protege contra as DST (AIDS...)?

Não, a pílula do dia seguinte não exerce nenhuma proteção contra a AIDS e as DST, somente um preservativo garante esta proteção.

Observação da redação: este artigo foi modificado em 05.03.2012.

Saiba como usar a pílula do dia seguinte



A pílula do dia seguinte é assunto cercado de polêmicas e inseguranças. Por isso, BOA FORMA responde algumas das perguntas mais feitas sobre o assunto.

As dúvidas mais frequentes

Como a pílula deve ser tomada? Existem dois tipos. Um deles vem em dose única e o outro são dois comprimidos (um ingerido logo após a relação e outro após 12 horas). Seja qual for o tipo, deve ser usado no máximo 72 horas após a relação sexual. Quanto mais tempo demorar, menor será a eficácia.

A pílula funciona como um abortivo? Não. Ela age antes que a gravidez ocorra. Se a fecundação ainda não aconteceu, o medicamento vai dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo. Agora, se a fecundação já tiver ocorrido, irá provocar uma descamação do útero, impedindo a implantação do ovo fecundado. Caso o ovo já esteja implantado, ou seja, já tenha iniciado a gravidez, a pílula não tem efeito algum.

Preciso de receita médica para comprar a pílula?
Sim. Embora seja possível adquiri-la nas farmácias sem prescrição. No entanto, mesmo que você dispense a receita, procurar por orientação antes é indispensável. Só um ginecologista poderá dar certeza de que o medicamento é indicado para o seu caso.

Ela pode causar efeitos colaterais? Sim. O mais frequente deles é a alteração no ciclo menstrual e do tempo de ovulação. Em outras palavras, vai ficar impossível calcular seu período fértil e o dia da sua menstruação será um verdadeiro enigma. Além disso, dor de cabeça, sensibilidade nos seios, náuseas e vômitos são sintomas comuns. No caso de vômito ou diarreia nas duas primeiras horas após a ingestão, a dose deve ser repetida. Quem tem organismo sensível a medicamento e está tomando a pílula com indicação médica deve pedir a indicação de um remédio contra enjoos para tomar ao mesmo tempo.

Existe contraindicação? A pílula é contraindicada para quem sofre de alguma doença hematológica (do sangue), vascular, é hipertensa ou obesa mórbida. Isso porque a grande quantidade de hormônio pode provocar pequenos coágulos no sangue que obstruem os vasos.

Se eu tomar repetidas vezes, ela perde o efeito? Ela não perde o efeito, mas o risco de você engravidar aumenta. Normalmente, ele já é de 15% se você tomar depois de 24 horas de transar, contra uma média de 0,1% da pílula anticoncepcional comum.

Posso trocar a camisinha pela pílula? Nem pense nisso. A pílula deve ser tomada apenas quando o método contraceptivo escolhido falha. Além de apresentar efeitos colaterais muito mais severos que a pílula comum, e ser bem mais cara, o contraceptivo de emergência não a protege das doenças sexualmente transmissíveis. Contra elas, só mesmo a boa e conhecida camisinha.

A pílula do dia seguinte é também um método contraceptivo? Não. Como o próprio nome diz, ela deve ser usada em casos excepcionais e não como um anticoncepcional de rotina, como muitas mulheres estão fazendo. A dose alta de hormônio do medicamento, cerca de 20% a mais do que o existente em uma drágea de anticoncepcional, aumenta o risco de efeitos colaterais.

Mesmo tomando essa pílula é possível engravidar? Sim. Como todo método, há risco de falha. Como já foi dito, quanto mais cedo a pílula for tomada, maior a sua eficácia.

O uso pode afetar o aparelho reprodutor? Pode. A curto prazo causa uma verdadeira revolução na produção hormonal da mulher. Já, a longo prazo, depende da quantidade de vezes que a pílula do dia seguinte foi usada. Quanto mais, maiores os riscos. Caso ocorra a gestação ectópica, a mulher poderá perder uma trompa e isso dificultará uma futura gestação.

Ao utilizá-la, estarei protegida até a chegada da menstruação? Não. Terá se protegido somente da relação que aconteceu antes de ter tomado a pílula.

Veja a experiência de mulheres que precisaram da pílula do dia seguinte

"Namorava há três anos e sempre tomei anticoncepcional. Só que me esqueci da pílula duas vezes no último mês e acabei transando sem camisinha. Com medo de engravidar, usei a pílula do dia seguinte."
Carol, 23 anos
Troquei a camisinha pela pílula do dia seguinte duas vezes. Na primeira, um ex-namorado insistiu para transarmos sem nada e eu cedi. Na hora, não me preocupei com a Aids ou outras doenças. Na segunda vez, um novo namorado me convenceu a transar sem camisinha. Mas percebi que isso poderia me prejudicar. Hoje, com namorado fixo, optei pela pílula. Sai bem mais barato e é bem menos estressante."
Laura, 25 anos
"Fazia um mês que estava saindo com um surfista bonitão, que conheci num feriado. A noite foi mágica, a não ser por um detalhe: a camisinha estourou. Com medo de engravidar, tomei a pílula do dia seguinte."
Ana, 26 anos
Das três garotas, Ana foi a única que usou a pílula do dia seguinte de acordo com a recomendação. "Administrada de maneira responsável, ela é um bom método para evitar uma gravidez indesejada", diz a ginecologista e obstetra Andréa Campos, do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, ONG paulistana especializada em saúde da mulher. O contraceptivo de emergência, cujo princípio ativo é o levonorgestrel, tem indicações precisas. Serve para situações como quando o método preventivo que você escolheu falha, em casos de violência sexual ou estupro.

Mas tem muita mocinha merecendo um puxão de orelha por agir como Laura e Carol, que tomaram a pílula sem orientação médica e em substituição à camisinha. O alerta vem do Programa do Adolescente do Estado de São Paulo. Segundo pesquisa realizada pelo órgão, 33% das garotas que tomaram esses comprimidos não se preocuparam com nenhum método contraceptivo. A consultora de saúde Ana Fátima Galati, do Coletivo Feminista, acredita que a falta de informação começa dentro de casa. "Elas temem mostrar a pílula anticoncepcional para os pais e assumir que já iniciaram a vida sexual", diz. Sem falar nas garotas que, como não estão com namorado fixo, não querem tomar hormônio todo dia e acham que é um bom negócio recorrer à pílula apenas quando rola a transa. Doce ilusão: dois comprimidos equivalem a meia cartela de um anticoncepcional de baixa dosagem.
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