sábado, 15 de outubro de 2011

Mulheres são decapitadas por praticar “bruxaria”

Se já não bastasse as maluquices nossas do dia-a-dia, ainda temos que aguentar as tosqueiras pelo mundo afora.
Duas mulheres da região montanhosa de Papua Nova Guiné foram torturadas e decapitadas por suposta bruxaria, após um julgamento popular, informou hoje a rádio neozelandesa e devidamente divulgada pelas agências de notícias.
Uma das vítimas era casada e tinha quatro filhos, enquanto a outra era mãe de um filho e estava divorciada, o que sempre foi considerado um pecado “daqueles” para religiões toscas (ou seja, a maioria delas).
Segundo testemunhas, o incidente ocorreu esta semana na aldeia de Togoba, onde a família de um taxista supostamente assassinado acusou as duas mulheres de ter matado o motorista usando bruxaria.
As supostas bruxas foram detidas, trancadas em uma casa e torturadas. Depois de serem consideradas culpadas (sem direito a um advogado, é claro), na quinta-feira passada (01/05) o filho mais velho do taxista entrou na casa e as decapitou, e em seguida incendiou o local.
“Acabamos de retornar do local. A casa ainda estava em chamas e os corpos continuavam em seu interior. Toda a população presenciava o drama”, disseram as testemunhas Paulus Tepra e Kuri Kuimbil.
De acordo com reportagem do “The National”, os aldeões acreditavam que as mulheres usaram poderes mágicos para “retirar o coração do rapaz” e causar sua eventual morte, porque ele teria se recusado a doar dinheiro. Se a Universal fizesse isso a cada cliente… Ei, peraí! Agora eu sei o que é aquela “fogueira santa”!!!
Os assassinatos por suposta bruxaria são freqüentes em algumas regiões de Papua Nova Guiné. Coisa normalíssima por lá e por bem pouco não acontece aqui também. Mas, vejam só, pelo menos o pessoal de lá pediu desculpas no ano passado por terem comido (ops) alguns missionários cristãos, conforme relatou a BBC. Ademais, o que se pode esperar de um lugar que enterra doentes de AIDS vivos? Lugar maneiro, não é mesmo?
Se eu fosse um cara legal, me furtaria de comentar a triste ironia da situação, em que em um lugar o religioso come e no outro é banquete. Pena que não é o meu caso e sim, é realmente curioso. Talvez por serem metodistas. Se fossem católicos, os missionários seriam o agente da ação.
Bem, voltando á notícia vemos como as pessoas são ridiculamente toscas quando se deixam guiar por superstições idiotas, seguindo religiões absurdas e “costumes” estúpidos. Bem-vindos a uma nova Idade das Trevas, pessoal.

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